Friday, November 9, 2007

Valor Presente

Antevejo de passagem…
Sigo o repentino presente com veloz atenção,
Espreito para lá de toda e qualquer emoção,
as viagens de tudo o que posso imaginar,
são viagens temporais do meu coração.

Como é que tal facto, pode ser tão verdadeiro.
Como é que há quem não lhe dê valor, que nem o olhe,
nem quem lhe dê atenção. Não obtém rodeio,
não se sente principal, sente-se alheio.
O que sente não é importante, mas sim o que é
é desejante, por todos os que não lhe são iguais,
aqueles que se invejam por dotes não obtidos,
por valores nunca transmitidos, ou sentimenos vividos.

O pensamento da simplicidade, requer um acto de bondade,
sempre de mãos dadas com a nossa e a vossa irmandade,
de toda esta sociedade,
onde todos somos e seremos parte desta história,
história essa que ficará guardada para toda a eternindade.

Posted by Barto at 03:16:01 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, November 6, 2007

Esclarecimento

Quero vir aqui esclarecer publicamente que tudo o que escrevo não é, jamais dedicado a ninguém, nem baseado em ninguém.
Se o escrevo é pelo facto de gostar, de me “libertar” e expressar pensamentos que me assaltam, pensamentos esses momentaneos.
Este esclarecimento provém de questões colocadas por pessoas amigas, nada mais.

Agradeço a vossa paciência, e a vossa disponibilidade.

Sem mais de momento, um abraço caloroso a todos

Bartolomeu =)

Posted by Barto at 02:38:45 | Permalink | Comments (1) »

Paisagem

Acordo e vejo o imaginário dos sonhos.
Tudo foi tão leve que me recordo exactamente de tudo.
O ruído das imagens, atravessam-me por caminhos soltos,
Vejo-te ao longe, miragem, imagem, paisagem…

Onde está a exactidão do que quero ver?
Não consigo distinguir…Nem na minha mais
verdadeira vontade de querer. Não há meios que me permitam
chegar a ti. Não sinto o teu sangue que um dia me fez viver….
Não…não mais sinto essas verdades no meu corpo, as certezas
de tal existência. Será verdade isto que eu digo, será isto coerência?

Não tais respostas consigo eu encontrar nem dar…. Não mais imagens consigo eu me relembrar,
por mais esforço que eu possa tentar,contudo sei que um dia pousaste em mim,
juntaste-te e viveste assim, por tantos momentos que só a lembrança faz juz da verdade.
Mas hoje acordo e reviro o meu pensamento, vejo que não estás mais aqui,
nem como uma miragem, mas sim como um dos meus pensamentos mais belos,
uma bela e simples paisagem…

Posted by Barto at 02:28:26 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, November 3, 2007

Sentimento De Ser

Esta noite estás aqui…
Sinto-te dentro de mim,
como um batimento latejante
que grita por se fazer ser
fazer sentir, fazer-me sofrer…

Olho e reviro tudo o que é de meu alcance,
não te encontro, nem por um segundo,
não te cheiro nem te saboreio…
Mas que coisa és tu que anda em meu rodeio?
És sentimento, ou és algo verdadeiro?
És da noite ou és do dia…?
Certamente não és boa companhia,
porque se o fosses, já toda a gente te via…

Eu sento-me e respiro…
Cada segundo do ponteiro é um desafio,
nunca tal me tinha acontecido,
rebolo em sentido de acontecer,
mas a verdade é que já nem isso me faz ver…

Tu és algo que vive em mim…
Já não sei o que fazer…

Posted by Barto at 00:10:42 | Permalink | Comments (1) »

Friday, October 19, 2007

O Camandro…quem é?

Bem…
Antes de mais agradeço a todos os que visitam este blog, ou podem vir a visitar mais vezes por gostarem tanto do que escrevo, ou os que se deram ao trabalho de vir passar o tempo, e que têm a certeza que ao fim de três linhas de comentários, que “isto não interessa a ninguém” e “não vou cá voltar de certeza pá!”.
Pois bem, até todos os que não gostam, provavelmente, até acabam de ler este artigo, porque não têm mais nada para fazer de certeza, eu agradeço. Muito Obrigado por terem paciência para me aturar por lerem barbaridades e não cairem em loucura extrema!
Pois é, e como hoje passei o dia a pensar como seria viver num outro sítio qualquer onde as coisas fossem diferentes, um lugar onde nem eu consigo imaginar o quão diferente deste conseguiria ser, ou se calhar até consigo, mas tenho medo de viver tais pensamentos e desiludir-me quando cair em mim… Bem, mas esse pensamento acabou quando olhei para as horas e dei por mim, estava em cima da hora para ir trabalhar, e quase me atrasava por meras fantasias que me atravessaram os pensamentos. Pois bem, agora à noite enquanto falava com três amigos meus, decidi criar um blog, e enquanto decidia o título, os temas de abordagem, e todos os parâmetros que os senhores dos Blogs nos “obrigam” preencher, voltei a ter o mesmo pensamento de hoje antes do trabalho, e cheguei à conclusão que era um pensamento completamente surreal… UM PENSAMENTO DO CAMANDRO!!!
Mas logo de seguida tive outro momento de reflexão: - “Quem é o camandro?” - questionei-me eu!
Tentei recorrer aos ensinamentos da escola e não me lembrei de qualquer professora, fosse ela de letras ou de números falar disso, contudo, eu penso que o camandro deve ter sido algum senhor que viveu na era das terras antigas onde as pessoas à noite não se entretiam com televisão. Um género de faz tudo, espectacular, que em tudo o que metia as mãos era fora do normal…e o pessoal devia se fascinar e dizer: - ”eia que cena do camandro”, “quero ser como ele” - e lá olhava ele para as multidões sorridente a acenar com o olhar de missão cumprida e de leve superioridade, que deixava os outros todos, por tao espectaculares que fossem rendidos ao seu encanto. Ou então era um senhor corcunda que andava de terra em terra, com um cajado e com uma capa castanha cheia de furinhos pequenos, onde a geada penetrava, com um só dente, por sinal na parte da frente, cabelos brancos e despenteados, com uma ligeira careca no topo da cabeça,  que para onde quer que este estranho ser fitasse, as coisas mais banais, transformavam-se em coisas bizarras, e os povos tremiam de medo, por onde quer que ele lá passasse. Em que as mães preocupadas diziam aos filhinhos pastores para terem o máximo cuidado, aquando o passeio dos bovinos e dos caprinos, se vissem o velho “Camandro”, fugissem dele e lhe atirassem com as pedrinhas das suas manobráveis e rápidas fisgas.
Eu sinceramente, não faço ideia como é que surgiu esta história do senhor Camandro, nem quem se lembrou de inventar tal palavra, que ao ser proferida, seja logo automaticamente ligada a algo diferente do que estamos habituados a viver ou a ver como sociedade, mas se for realmente um facto de linhagem, como será ser o descendente do brazão dos Camandros dos nossos dias? Questiono-me eu novamente!
Será que o nosso primeiro ministro é o descendente vivo dos camandros? Ou será que é um outro qualquer ser, que está no fundo de desemprego?
O que é que vocês acham?

Posted by Barto at 03:15:03 | Permalink | Comments (5)